Mangá: Tasogare Otome x Amnesia (Dusk Maiden of Amnesia)

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Impressionante, belo e cativante. Essas são algumas das poucas palavras que me veem a mente quando tento descrever o que sinto quando leio esse mangá. A arte é simplesmente magnífica, provavelmente um dos mais belos traços, se não o mais belo, que já vi em um mangá, e olha que já vi um bocado deles. Tão belo quanto o traço está a história, que mesmo sendo bem parada e por vezes previsível não cansa o leitor que se disponha a considerar esse ponto como uma limitação natural de uma história que se passa inteiramente dentro de uma escola. Os personagens são interessantes e poucos o que torna a história capaz de se aprofundar nos protagonistas e te fazer se apaixonar por eles. Yuuko-san, a protagonista, um fantasma que está preso em uma escola e não se lembra de seu passado nem porque morreu é bonita, inteligente, sarcástica e atrevida, fugindo do estereótipo de “menina boa e lesada” ou “tsundere” que a maioria dos personagens femininos em mangás e animes hoje fazem. Não quero dar spoilers desnecessários sobre a história então vou parando minha pequena análise por aqui. Vale a pena perder um tempinho lendo esse belíssimo trabalho de Maybe.

Ponto fraco: Apesar de uma história cativante, por vezes ela se torna um pouco repetitiva e previsível, mas ainda assim não cansa o leitor acostumado.

Ponto forte: Quase todos os outros, belíssima arte como pode ser visto nas imagens, personagens interessantes e com conflitos pertinentes.

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Livro: O SALMÃO DA DÚVIDA de Dougls Adams

Mais do que maravilhoso, extremamente significativo. Este livro não é um livro comum, ele não vai lhe fazer viajar para terras distantes e se apaixonar com personagens excêntricos e cativantes. Ele vai lhe dar uma visão mais pessoal, voltada para o outro lado da caneta, para o autor. Já li a coleção do Mochileiro e sou fã de diversas outras obras que fizeram parte também da vida de Adams como Doctor Who e Monty Pyhton, então ler um pouco a respeito do autor de algumas das mais brilhantes obras que eu já pude ler, ver ou ouvir é um privilégio e esse livro não decepciona em absolutamente nada, exceto talvez por não explicar o motivo de seu título, se é que Adams chegou ele mesmo a saber.

Entre textos contando casos de sua vida particular, suas incríveis palestras e um texto sobre Dirk, um detetive bastante peculiar, esse livro trás o leitor um pouco mais próximo de uma das mentes mais aguçadas e inteligentes dos últimos 100 anos ou mais, me arriscaria a dizer, e que foi arrancado desta vida cedo demais, desesperadoramente cedo demais.

Conhecer sobre a vida de um autor que se goste não é, na minha opinião, necessário para poder se aproveitar inteiramente a sua obra, mas ter um vislumbre de sua vida acaba por tornar a experiência da leitura um pouco mais colorida, um pouco mais rica, e se posso dizer com total certeza, bastante mais divertida no caso do gigante (no amplo sentido da palavra, ele tinha 1,98m de altura) Douglas Adams.

"Para mim, a compreensão sempre vai ser muito mais digna de respeito do que a ignorância" (p.117)

nerdpride

Pausa para ver Scarlett Johansson quebrando tudo em Lucy

nerdpride:

Pausa para ver Scarlett Johansson quebrando tudo em Lucy

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A Universal divulgou um novo vídeo do filme Lucy, protagonizado pela atriz Scarlett Johansson – a Viúva Negra d’Os Vingadores – e do diretor e roteirista Luc Bensson.

Confira:

Lucy estreia no dia 6 de Agosto, mas só chega no Brasil no dia 18 de Setembro.

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Livro: A Queda de Artur de J.R.R. Tolkien

Qualquer resenha que eu faça sobre qualquer obra de Tolkien deve ser imediatamente lida com reservas. O Professor é meu autor favorito e tenho a tendência de me apaixonar instantaneamente por tudo que venha dele, por mais inacabado que seja, como é o caso d’A Queda de Artur.

Quando comecei a ler o livro/poema de Tolkien não esperava que de fato ele fosse tão dolorosamente curto. Havia acabado de ler as Crônicas de Artur de Cornwell e esperava poder continuar me aventurando na antiga Britânia, mesmo que as visões sobre a lenda do Rei Artur destes autores sejam completamente diferentes.

Porém, para a minha tristeza, em uma única tarde terminei de ler o poema em versos aliterantes, ou seja, sem rimas como estamos acostumados, mas com um ritmo extremamente agradável e que depois que se torna familiar ao leitor passa a ser muito interessante como este flui facilmente.

No restante do livro após o poema, Christopher Tolkien, filho de Tolkien faz um elaborado estudo sobre os rascunhos de seu pai, suas intenções para a continuação do poema e traça um paralelo entre as tantas (ou poucas) versões de historias escritas sobre esse rei (ou não rei, como em Cornwell) mitológico.

Como o poema é deveras curto, pouco se pode aprofundar nos personagens além do que já é de comum conhecimento daqueles que sabem ao menos o básico sobre a lenda do Rei Artur, Lancelot, Guinevere e os cavaleiros da Távola Redonda. O ápice desta obra, em minha opinião, é a graça com que Tolkein conta a história, seus versos aliterantes que pelo que pude perceber foram bem traduzidos para o português (o livro também trás a versão original do poema em inglês), e como sempre presente em sua obra, a descrição do cenário e dos personagens.

Dificilmente este livro será de gosto geral por conta de ser um poema, e ainda por cima inacabado. Vejo que cada vez menos temos leitores dispostos a reconhecer e aproveitar poemas longos, como o caso de A Divina Comédia ou Os Lusíadas, mas definitivamente aqueles que sabem aproveitar este estilo e para aqueles, que como eu, são fãs de Tolkein, é uma leitura indispensável, pois mostra mais uma vez a versatilidade, inteligência e genialidade deste escritor que tanto nos encantou com suas obras no universo da Terra-Média.

Mangá: TOKKÔ

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Um mangá que eu queria ler já fazia um bom tempo. Assisti ao anime há uns bons 5 ou 6 anos atrás e achei a arte bem madura e interessante, com uma história, apesar de recheada de clichês, agradável, crua e bruta. O mangá segue mais ou menos a mesma ideia do anime e mostra uma arte bem lega, mas personagens que carecem de uma história mais elaborada. O que não me agradou muito foi o fato da história estar aparentemente incompleta, mudando de ponto de vista de uma hora para a outra, contando uma história paralela e ignorando completamente os personagens iniciais. Não sei se o autor vai continuar a escrevê-la em algum momento, e eu espero muito que sim, mas me deixou com um grande apetite insaciado.

Ponto forte: a arte que lembra traços mais antigos, mas ainda assim muito bonito.

Ponto fraco: a história com muitos clichês e descontinuada, terminando do nada.